A Wiz Co registrou lucro líquido consolidado de R$ 83,3 milhões no segundo trimestre, queda de 10,6% na comparação anual, enquanto a receita líquida ajustada recuou 18%, para R$ 235,3 milhões. O desempenho foi pressionado por um cenário macroeconômico mais fraco e por mudanças regulatórias no mercado de crédito consignado que afetaram parceiros bancários e a distribuição.
Apesar do resultado consolidado em baixa, a controladora apresentou lucro de R$ 54 milhões, alta de 8% ano a ano — fruto, segundo a empresa, de desalavancagem do balanço e cortes de custos. O EBITDA caiu 19,2%, para R$ 152,8 milhões, e prêmios de seguros diminuíram 10%. Em crédito e consórcios, as vendas somaram R$ 3,3 bilhões, também com retração de 10%.
O CEO Lucas Neves aponta a inteligência artificial como 'vetor positivo' para reduzir o custo transacional ao ampliar o atendimento por canais digitais como telefone e WhatsApp. A aposta em IA e em eficiência operacional ajudou a compensar parte da fraqueza operacional, mas não substitui a necessidade de recuperar o top line para manter escala e rentabilidade no médio prazo.
A estratégia da Wiz passa pela diversificação: Interseguros cresceu 34% e a corretora Omni avançou 67% no trimestre. A companhia também destaca operações com Banrisul — já com origem de crédito — e o início previsto de negócios com o Paraná Banco no segundo semestre como vetores de crescimento. Resta saber se essas iniciativas serão suficientes para neutralizar o efeito regulatório e restabelecer ritmo de receita.