Com o fim do BBB 26 se aproximando, parte do público já trata o resultado como praticamente decidido — especialmente diante de participantes que despontaram como favoritos. A história do reality, porém, prova que a reta final é terreno fértil para surpresas: expulsões, brigas e episódios em festas já remodelaram vencedores e formações de final em outras temporadas.

Um exemplo emblemático foi a participação de Ana Paula Renault no BBB16. Apontada como protagonista e favorita, ela foi expulsa após dar um tapa em Renan durante uma festa, o que abriu caminho para que Munik seguisse até o título. O caso lembra que comportamento em momentos de tensão pode anular vantagem construída ao longo de semanas.

Em outras edições, decisões da direção também mexeram com a composição da final. Em 2017, a saída de Marcos por comportamento agressivo alterou quem disputou os últimos dias do programa; em outra temporada, uma briga entre colegas antes da final precipitou mudanças no roteiro esperado e lançou um 'plantado' improvável à disputa. No BBB20, o paredão de Felipe Prior e Manu Gavassi bateu recordes de votação — mais de 1,5 bilhão —, mas não garantiu o troféu aos envolvidos, que viram Thelma ficar com o prêmio.

Esses exemplos mostram que favoritos e pesquisas de momento valem como termômetros da recepção do público, não como certezas. Nos dias finais, comportamento, faltas de tato em festas e decisões da produção podem alterar trajetórias. Para quem acompanha o BBB 26, a lição é acompanhar até o buzinaço final: o roteiro ainda pode mudar.