'BBB26' fechou com média de 16,7 pontos na aferição da Grande São Paulo — meio ponto a mais que a edição anterior — e se tornou a segunda pior temporada do formato na TV aberta, atrás apenas do 'BBB25'. O resultado reforça a tendência de erosão da audiência linear, mas não apaga a relevância do programa para anunciantes.
No ecossistema digital, porém, o reality entregou números relevantes: o consumo de vídeos do programa no Globoplay cresceu 74% em relação a 2025. Para a Globo, o streaming se consolida como a nova frente capaz de compensar perdas na TV convencional e ampliar alcance em múltiplas telas.
O impacto financeiro também é forte. Fontes de mercado estimam que o ciclo faturou entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,5 bilhão ao longo de três meses e meio — valor que a emissora não oficializa — e que o reality responde por quase 10% do faturamento anual do Grupo Globo. Nas redes e na imprensa, o 'BBB26' foi o mais comentado no início do ano, ficando atrás apenas do fenômeno 'BBB21'.
O diagnóstico é claro: o formato perdeu robustez na TV aberta, mas manteve valor enquanto gerador de conteúdo, receita e engajamento digital. Isso dá à Globo munição para negociar a renovação do programa por mais temporadas, mas também impõe o desafio de transformar o sucesso em plataformas digitais em recuperação consistente da audiência linear.