A recente morte do pai de Ana Paula, participante do BBB26, reacendeu nas redes um dos episódios mais lembrados das primeiras edições do reality: em 2002, Cida Moraes afirmou ter escutado a voz da irmã chamando seu nome enquanto estava no jardim da casa.
Na época, a sensação de ter ouvido alguém em meio ao confinamento voltou-se para algo concreto poucas horas depois: a família confirmou que a irmã de Cida havia morrido em decorrência de um câncer praticamente no mesmo horário em que a sister relatou o chamado. O caso ganhou espaço na cobertura daquele ano e alimentou debates sobre intuição, acaso e o impacto psicológico do isolamento.
Apesar do choque, Cida optou por permanecer no jogo — decisão que, segundo relatos da época, foi apresentada por ela como uma forma de honrar a irmã e seguir com a disputa. A participante terminou a edição em terceiro lugar, e o episódio ficou marcado na memória coletiva do público do reality.
O acontecimento voltou a circular em perfis e colunas de entretenimento após a despedida recente no BBB26; um post de página especializada relembrou o episódio e reacendeu discussões sobre como o confinamento intensifica emoções e recordações. Para muitos telespectadores, o relato de Cida segue sendo um dos momentos mais enigmáticos do formato.
No âmbito do entretenimento, o caso funciona como lembrança da capacidade do programa de gerar narrativas que ultrapassam o jogo e entram no campo pessoal do público. Repercussões como essa tendem a ressaltar a curiosidade em torno das experiências humanas sob a pressão do confinamento, sem, entretanto, oferecer respostas definitivas.