A prisão do cantor D4vd — nome real David Anthony Burke — na tarde de quinta-feira em Hollywood Hills encerrou uma sequência de sete meses de sigilo e especulações desde que restos humanos foram encontrados no porta‑malas de um Tesla apreendido. Agentes do LAPD atuaram para executar a detenção, que agora abre a etapa formal do processo criminal.
O caso começou quando funcionários de um pátio de reboque relataram um odor forte vindo de um Tesla Model Y 2023. Ao abrir o compartimento dianteiro, a polícia encontrou um corpo em avançado estado de decomposição dentro de um saco plástico. O veículo estava registrado em nome de Burke, informação que ligou o caso ao músico e alimentou a cobertura midiática.
O instituto médico‑legal descreveu a vítima como Celeste Rivas Hernandez, estimada com 14 anos, e detalhou sinais de decomposição que dificultaram identificação imediata. Segundo autoridades, a investigação seguiu em silêncio nos meses seguintes; agora, detetives vão apresentar o material ao gabinete do promotor, que decidirá se oferece denúncia formal. A defesa de Burke, comandada pela advogada Blair Berk, afirma que ele cooperou e nega que tenha cometido o crime.
No universo da música e entre fãs, a notícia provoca choque e divisão: shows, agenda de turnê e reputação do artista ficam sob escrutínio enquanto a imprensa e redes sociais ampliam teorias. Ainda que a cena cultural busque explicações, jornalistas e seguidores enfrentam a necessidade de separar especulação de prova — o caso agora segue seu curso judicial, com possíveis desdobramentos em breve.