O Instituto Médico Legal (IML concluiu que a morte do influenciador e fisiculturista Gabriel Ganley, encontrado no último sábado (23), foi por morte súbita decorrente de cardiomiopatia hipertrófica, segundo o atestado de óbito divulgado pelas autoridades. Gabriel tinha 22 anos.

A cardiomiopatia hipertrófica costuma ter origem genética, mas especialistas ouvidos por emissões do caso apontam que o quadro pode ser agravado pelo uso inadequado de substâncias ergogênicas. A Secretaria de Segurança Pública informou que a Polícia Civil segue investigando e aguarda laudos complementares para elucidar todas as circunstâncias.

Nas redes, Gabriel — que reunia mais de 1,5 milhão de seguidores — falava abertamente sobre uso de hormônios sintéticos e insulina com objetivos estéticos. Em desabafo antes da morte, ele relatou ter ganhado cerca de 20 kg em apenas 48 horas após terminar uma preparação de 24 semanas para competição, descrevendo consumo compulsivo de barras, cookies e potes de pasta de amendoim durante um episódio de 'carb up'.

O relato sobre a oscilação de peso e a franqueza sobre protocolos agressivos repercutiram entre seguidores e profissionais do meio fitness, reacendendo debate sobre limites e riscos dessas práticas. Gabriel trabalhava com o treinador Marcelo Cruz e, nas semanas que antecederam o episódio, já se aproximava dos 100 kg. A apuração oficial e exames complementares devem indicar se houve relação direta entre hábitos, substâncias e o desfecho.