A demissão de Jay Weinberg do Slipknot, anunciada em novembro de 2023, pegou de surpresa fãs e o próprio músico. O comunicado saiu poucos dias depois do show no México, que marcou a última apresentação do grupo naquele ano. Weinberg permaneceu em silêncio por meses, mas agora deu sua versão em entrevista à Rolling Stone, oferecendo à plateia a primeira narrativa mais completa sobre os bastidores da saída.
O baterista contou que conviveu desde 2018 com dores no quadril e, durante a pausa forçada pela pandemia, exames identificaram um problema que exigia correção cirúrgica, com recuperação estimada em cinco a seis meses. Ele afirmou ter pedido à banda autorização para operar enquanto não havia compromissos, mas foi desencorajado devido a gravações e planos de turnê. Segundo Weinberg, o ambiente em torno do grupo o fazia temer ser substituído, o que dificultou decisões centradas na própria saúde.
Em 2023, com uma janela na agenda após a última apresentação do ano, Weinberg programou a cirurgia com aval prévio. No dia seguinte ao show, porém, recebeu do empresário a notícia de que seu contrato não seria renovado. O comunicado oficial, segundo ele, citou uma 'decisão criativa' sem maiores explicações, e a declaração pública da banda saiu logo depois, deixando o músico atônito e abalo emocional evidente.
A entrevista amplia o debate sobre como grandes bandas lidam com a saúde de seus integrantes e com a comunicação interna. Para o público resta a incerteza sobre o caminho que o Slipknot seguirá e sobre a carreira de Weinberg, que ganha empatia ao expor o impacto pessoal da decisão. A conversa com a Rolling Stone traz fechamento parcial ao episódio, mas não encerra as perguntas sobre gestão, transparência e cuidados com artistas em rota de turnê.