Em participação no podcast Chupim Metropolitana, Jean Wyllys revisitou a mudança que, segundo ele, começou a marcar o Big Brother Brasil a partir de 2010. Convidado pelo jornal O Globo para escrever sobre a décima edição do programa, Wyllys ressaltou que a vitória de Marcelo Dourado representou um ponto de virada: foi a primeira vez em que as redes sociais tiveram papel decisivo na escolha do campeão.
O ex‑participante lembrou a formação do primeiro grande fandom do reality — a chamada 'Máfia Dourada' — e o mutirão que se organizou nas plataformas para eleger Dourado. Wyllys contrapôs esse movimento ao período em que participou do programa: ele definiu seu tempo no BBB como mais espontâneo e orgânico, quando o engajamento ainda não havia se convertido na lógica de mercado que vemos hoje.
Na avaliação dele, o reality virou um verdadeiro ecossistema digital, com influenciadores que monetizam conversas sobre o programa e participantes que entram com a noção de que podem construir carreira nas redes. Esse cenário, disse Wyllys, altera o tom do programa e as estratégias de quem participa, transformando votos e notoriedade em produto.
Questionado sobre a possibilidade de voltar ao BBB como veterano, o ex‑deputado foi categórico ao recusar. Para ele, retornar seria banalizar a dimensão histórica de sua participação — um episódio que, na sua visão, ajudou a levar ao debate público temas como a homofobia. Ainda assim, fez questão de frisar que sua opinião não é julgamento a quem decide voltar.