O ator Alec Baldwin terá de enfrentar um julgamento civil marcado para 12 de outubro sobre o disparo ocorrido nas filmagens de Rust, em 2021, que resultou na morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins, em Santa Fé. A decisão foi tomada pelo juiz Maurice Leiter, da Corte Superior de Los Angeles, que rejeitou argumentos da defesa e da produtora para excluir responsabilidade no caso.
Embora o processo criminal contra Baldwin, em que ele chegou a responder por homicídio culposo, tenha sido arquivado em julho de 2024 após constatações sobre omissão de provas por parte da acusação, as demandas civis seguem em curso. Entre elas está a ação do chefe de iluminação Serge Svetnoy, que afirma ter sofrido danos emocionais ao presenciar o disparo — ele não chegou a ser fisicamente ferido, mas relata ter ouvido e sentido o impacto do tiro.
Na decisão, o juiz autorizou que um júri avalie se houve imprudência por parte de Baldwin e permitiu pedidos de indenização por danos punitivos, negligência e sofrimento emocional intencional. A acusação de agressão foi descartada por falta de provas de intenção de ferir. Baldwin mantém que não sabia que havia munição real na arma e afirma não ter puxado o gatilho.
A tentativa da produtora Rust Movie Productions de encaminhar o caso ao sistema de compensação trabalhista também foi rejeitada, por ausência de vínculo empregatício comprovado que justificasse a alternativa. O julgamento, originalmente previsto para maio e adiado para permitir coleta de provas e negociações, recebeu nova data e o juiz indicou resistência a novos adiamentos, apontando a duração próxima a cinco anos do episódio que intensificou o debate sobre protocolos de segurança nos sets.