A estreia de Michael entrou como um dos maiores eventos de bilheteria do ano. O filme faturou US$ 97 milhões só nos Estados Unidos e atingiu US$ 217,4 milhões globalmente no fim de semana de abertura, segundo dados do mercado. Na América do Norte, cerca de 6,3 milhões de espectadores assistiram ao longa, número que supera lançamentos recentes e confirma forte procura inicial.
O movimento nas salas foi balanceado: sexta-feira somou US$ 39,5 milhões (incluindo sessões antecipadas) e sábado fechou com US$ 32,5 milhões — uma queda considerada saudável para a sustentação do título nas próximas semanas. Nas salas premium, Michael marcou US$ 24,4 milhões em receita IMAX ao redor do mundo, estabelecendo novo recorde entre cinebiografias musicais; nos EUA, esse formato respondeu por 14% da bilheteria do fim de semana.
Direção de Antoine Fuqua e a presença de Jaafar Jackson impulsionaram a recepção, e o longa teve desempenho notável em mercados como Reino Unido, França, México e Brasil. Com orçamento estimado em US$ 200 milhões, impactado por desafios de produção e negociações com o espólio, o projeto era uma aposta da Lionsgate — que, segundo seu presidente, manteve confiança na força comercial da história apesar das dificuldades.
Além dos números, o filme tem funcionado como evento coletivo: sessões com forte interação do público e apelo entre diferentes gerações mostram que a marca do artista ainda mobiliza. Resta ao mercado observar se Michael repetirá o crescimento de bilheteria a longo prazo visto por outros biopics, transformando a abertura expressiva em corrida sustentada nas próximas semanas.