Morreu aos 42 anos o jornalista Marco Faustino, conhecido no mercado como um dos nomes mais atuantes na checagem de fatos. Em março, ele foi baleado durante uma tentativa de assalto em Niterói e, após internação, não resistiu a uma infecção decorrente dos ferimentos.

Faustino trabalhava no portal Aos Fatos, que o homenageou como um “detetive digital” pela obsessão em checar informações e desmontar boatos. Na pandemia, ele se destacou por desmentir a circulação de uma suposta vacina contra a Covid‑19 vendida em um mercado popular do Rio, história que chegou a ser reproduzida por veículos antes de ser corrigida.

Ao longo de seis anos de atuação, produziu quase 1.500 textos — a maior parte dedicada a checagens que buscavam reconectar público e fontes confiáveis. Também atuou no combate a desinformação durante as eleições de 2022, trabalho que hoje é lembrado por colegas e especialistas em mídia como essencial para a saúde do ecossistema informativo.

A morte de Faustino repercute em redações e redes sociais como uma perda para o jornalismo de verificação. Sua trajetória registra tanto a importância da checagem profissional quanto, de forma dolorosa, a vulnerabilidade dos profissionais diante da violência urbana. O legado permanece no acervo de reportagens e na prática cotidiana de quem verifica fatos.