Jasveen Sangha, apelidada pela imprensa de 'rainha da cetamina', foi sentenciada a 15 anos de prisão nesta quarta-feira (8) por ter fornecido a dose de cetamina que levou à morte do ator Matthew Perry, astro de Friends, em outubro de 2023. A pena marca um desfecho relevante em um caso que recebeu ampla repercussão entre fãs e mídia.
Como parte de um acordo judicial, Sangha admitiu ter atuado com outro traficante na venda de dezenas de frascos de cetamina ao ator, inclusive aquilo que resultou na overdose fatal. No ano anterior, ela havia se declarado culpada de múltiplas acusações — entre elas distribuição de cetamina que causou morte ou lesão grave e operação de uma casa de drogas — e chegou a enfrentar risco teórico de até 65 anos de prisão.
Documentos do processo e o memorando de sentença apresentados pelos promotores descrevem uma operação montada na residência da ré, em North Hollywood, onde drogas eram armazenadas, embaladas e comercializadas desde pelo menos 2019. Os investigadores também apontaram gravações em que Sangha fala de estratégias de marketing e direitos editoriais, o que, segundo os promotores, sinalizaria pouco remorso. Outro caso ligado à rede envolveu a morte de Cody McLaury, que teria consumido frascos comprados de Sangha.
O episódio de Perry — encontrado na banheira de sua casa, com a autópsia apontando altos níveis de cetamina — desencadeou um processo que já resultou em outras condenações: o médico Salvador Plasencia foi sentenciado a 30 meses em dezembro de 2025, e ainda há outros réus apontados como participantes da conspiração. Para o público, a sentença de Sangha traz fechamento judicial a um caso que chocou e reacende o debate sobre o uso recreativo da cetamina e a responsabilidade de quem a fornece.