O segundo dia do Rio Fashion Week confirmou a recuperação do evento como vitrine central da moda brasileira — mas, desta vez, o foco esteve na primeira fila. No Píer Mauá, celebridades transformaram a área reservada em passarela paralela: os looks foram usados como linguagem, acenando para identidade, memória e autoralidade.

Do BBB para o front row: Maxiane escolheu a sobriedade calculada de um terninho preto, camisa abotoada e gravata fina — uma aposta na alfaiataria tomboy que voltou com força. Em contraste direto, Marciele apresentou um conjunto oversized em tom verde-pistache arrematado por um top de miçangas em formato de onça; o grafismo no rosto e a choker complementaram uma proposta que dialogou com referências indígenas e design autoral brasileiro.

Camila Pitanga levou ao evento uma leitura de luxo orgânico: longo off-white da Aluf, texturas que lembram linho e um mix de colares que deslocou o look para o campo do boho sofisticado. A atriz privilegiou naturalidade no cabelo e evidenciou como peças aparentemente simples podem ganhar status pela composição e presença.

Mais do que tendência de passarela, o Rio Fashion Week mostrou que a primeira fila é palco de posicionamentos estéticos. Entre alfaiataria, referências autorais e o boho solar, as escolhas das celebridades reforçaram a ideia de que moda também é performatividade — e que, em 2026, o evento segue capaz de movimentar debates sobre estilo e identidade.