O cineasta Rodrigo Aragão foi anunciado como Homenageado Capixaba do 33º Festival de Cinema de Vitória, que acontece entre 18 e 25 de julho de 2026 na capital capixaba. A homenagem inclui a entrega do Troféu Vitória e a publicação inédita do Caderno do Homenageado, com reportagem assinada por Leonardo Vais e Paulo Gois Bastos. O evento tem patrocínio da Vale por meio da Lei Rouanet, com apoio do Ministério da Cultura e do Governo Federal, e é realizado pela Galpão Produções e pelo Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA).

Com mais de três décadas de trabalho, Aragão se firmou como referência do cinema de horror brasileiro, reconhecido pelo uso de efeitos práticos, pela inventividade estética e pela forte conexão com sua terra natal, Guarapari. Sua filmografia autoral inclui oito longas, entre eles Mangue Negro (2008), O Cemitério das Almas Perdidas (2020) e o urbano Prédio Vazio (2025). Em 2023 ele inaugurou a Fábula Filmes, estúdio que também oferece oficinas e formação para novas gerações do audiovisual.

A trajetória de Aragão começou ainda jovem, trabalhando com maquiagem e efeitos — participação que o levou a estrear como diretor de curtas e a montar espetáculos de terror ao longo dos anos 2000, atraindo público em diversas cidades. Seus filmes já passaram de 140 festivais pelo mundo e receberam dezenas de prêmios, consolidando-o como um nome de projeção internacional dentro do gênero.

Além do reconhecimento, a homenagem no Festival de Vitória destaca a vocação regional do diretor, que converteu elementos locais em linguagem com alcance global. O Caderno do Homenageado promete reunir depoimentos e análises sobre sua obra e seu método de trabalho, enquanto o festival reforça o papel de Vitória como palco para a produção audiovisual capixaba e para o debate sobre formas contemporâneas do horror no cinema brasileiro.