A trajetória de Duro de Matar até se tornar um clássico do cinema de ação é cheia de viradas. O roteiro — inspirado no romance Nothing Lasts Forever, de Roderick Thorp — passou por diferentes propostas e recusas até encontrar o rosto que o público hoje associa imediatamente ao personagem John McClane.
No início, a obra chegou às mãos de nomes inesperados: Frank Sinatra, que havia interpretado o personagem Joe Leland em outra adaptação do mesmo autor, teve a opção de reprisar a função, mas recusou devido à idade. A partir daí o protagonista foi rejuvenescido e transformado no policial de Nova York que viria a ligar o filme ao estilo de ação dos anos 80.
Ao longo do desenvolvimento, o projeto também foi oferecido a outros grandes astros do período — entre eles Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger — que, segundo relatos de bastidores, acabaram recusando. Essas desistências abriram espaço para uma decisão que mudaria o tom do filme: a escolha de Bruce Willis, então vindo da TV, e de uma abordagem menos musculosa e mais vulnerável para o herói.
O resultado foi um ajuste de estilo que ajudou a definir Duro de Matar como referência: um protagonista falível, diálogo afiado e suspense em ambiente confinado. Hoje é difícil imaginar outro ator no papel; mas a história dos bastidores lembra que grandes filmes muitas vezes dependem de pequenas e imprevisíveis escolhas de elenco.