O Palmeiras venceu o Fortaleza por 3 a 0, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, mas o pós-jogo ficou marcado por mais uma manifestação de Abel Ferreira contra a arbitragem da final da Libertadores do ano passado. O técnico não deixou a questão cair no esquecimento e classificou aquela decisão como um 'asterisco' no tempo do clube.
A declaração ocorre na esteira de nova troca de notas entre Palmeiras e Flamengo. O Verdão reclamou sobre a denúncia apresentada no STJD contra o jogador Maurício, por cotovelada em Cacá, e o clube carioca respondeu lembrando lances que teriam favorecido os paulistas. Abel retomou a antiga queixa sobre a não expulsão de Erick Pulgar, afirmando que as imagens deixam dúvidas e que chegou a questionar o árbitro sobre o lance.
No campo, a vitória foi construída com uma formação de três zagueiros, mesmo sem o capitão Gustavo Gómez. Abel explicou a opção por deslocar Emiliano Martínez ao miolo defensivo: a escolha visou equilíbrio entre defesa e ataque e permitir maior agressividade ofensiva, com laterais e zagueiros adicionando profundidade nas transições. O técnico elogiou a leitura tática do time no segundo tempo e o posicionamento que originou o terceiro gol.
Além do resultado, a ênfase do treinador nas decisões de arbitragem mantém acesa a rivalidade entre os clubes e prolonga o debate sobre critérios e interpretações em partidas decisivas. Abel afirmou que prefere decidir em campo, mas deixou claro que não vai apagar a contestação enquanto estiver à frente da equipe, sinalizando que o tema seguirá reverberando nas relações entre Palmeiras, adversários e instituições do futebol.