Abel Ferreira foi punido pela arbitragem pela 100ª vez desde que chegou ao futebol brasileiro, em novembro de 2020. No duelo contra a Chapecoense, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, o treinador recebeu cartão amarelo aos 37 minutos do primeiro tempo após reclamação ao árbitro Felipe Fernandes de Lima — marca que elevou o total para 86 amarelos e 14 vermelhos.

A frequência das punições é clara: a média é de um cartão a cada quatro partidas. Os cartões para comissão técnica foram introduzidos no país em 2019, e mesmo chegando depois desse ajuste legislativo Abel já lidera com folga a lista de mais punidos entre treinadores da Série A. Fernando Diniz aparece como o segundo colocado, com 65 advertências (54 amarelos e 11 vermelhos).

O levantamento também mostra árbitros que mais aplicaram cartões ao português. Wilton Pereira Sampaio é quem mais puniu Abel — 10 cartões em 23 jogos apitados. Raphael Claus, que apitou mais partidas do treinador (30), aparece em segundo lugar com oito cartões. Anderson Daronco e Sávio Pereira Sampaio vêm a seguir, com seis cada; Flávio Rodrigues de Souza aplicou cinco, e Bráulio da Silva Machado, Bruno Arleu e Jesús Valenzuela somam quatro cada.

Há ainda padrão por adversário: o São Paulo lidera as equipes contra as quais Abel foi advertido (13 cartões em 31 jogos), seguido pelo Corinthians (10 em 23), Flamengo (7 em 17) e Atlético-MG (5 em 18). Mais que número estatístico, o acúmulo de cartões e as suspensões — incluindo uma punição de oito jogos aplicada pelo STJD — representam custo prático para o Palmeiras: alterações de comissão em partidas decisivas, desgaste público e necessidade de calibrar postura para reduzir prejuízos esportivos e institucionais.