A Comissão Disciplinar da Conmebol multou o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, em US$ 15 mil e aplicou uma advertência por comportamento ofensivo após o treinador mostrar o dedo do meio ao atacante Flaco López durante a comemoração do primeiro gol contra o Sporting Cristal, em Lima, pela Libertadores. O clube informou que não vai recorrer da decisão; o valor será debitado automaticamente dos repasses que a entidade faz ao time por direitos de transmissão e patrocínio. A taxa para apelação seria de US$ 3 mil.
O procedimento baseou-se no Artigo 11.2, literais B e C, do Código Disciplinar da Conmebol. Trata‑se do segundo processo disciplinar envolvendo Abel em 2026: em abril ele já havia recebido uma advertência formal por críticas ao VAR, enquadrada em outros itens do mesmo artigo. Na ocasião, o treinador disse que ajustaria o tom das entrevistas, mas agora volta a figurar em procedimento por conduta em campo.
Abel, que passou por suspensão no Campeonato Brasileiro antes de retomar entrevistas, reconheceu o equívoco e pediu desculpas publicamente, afirmando que o gesto não tinha a intenção de provocar e que foi direcionado a um atleta que costuma cobrar com frequência. O tom de desculpas, entretanto, não evitou a punição da Conmebol nem esvaziou as consequências financeiras para o clube.
Politicamente dentro do futebol, a punição é mais simbólica do que onerosa para um clube do porte do Palmeiras, mas o reiterado envolvimento do treinador em procedimentos disciplinares expõe um problema de gestão de imagem e risco reputacional. Ao não recorrer, o clube evita gasto imediato, mas também dá a decisão como encerrada — o que pode aumentar a vigilância da Conmebol sobre comportamentos futuros e elevar o custo político de novas infrações.