A Conmebol aplicou nesta terça-feira uma multa contra Abel Ferreira após o episódio em que o treinador chutou um microfone na vitória do Palmeiras sobre o Cerro Porteño, pelas oitavas de final da Libertadores. A entidade cobrou US$ 10 mil (cerca de R$ 51,5 mil) e determinou ainda o reembolso de US$ 1.832,60 (aproximadamente R$ 9,4 mil) pelo equipamento danificado. Não houve suspensão e Abel está liberado para comandar o time no confronto seguinte, contra a LDU.
O expediente disciplinar aberto pela Conmebol enquadrou a ação no dispositivo sobre causar danos; a decisão resultou em penalidade financeira, mas não em perda de jogos ou proibição de acesso ao banco. Na própria partida contra o Cerro, assim como no jogo do fim de semana contra o Mirassol, Abel não foi expulso, e a Conmebol entendeu não ser necessária a suspensão.
O caso no continente sul-americano corre paralelo a outro processo no Brasil: o treinador foi denunciado no STJD em razão do episódio contra o Mirassol, com julgamento ainda pendente. Em abril, o mesmo tribunal já havia aplicado a Abel uma punição de oito jogos por duas expulsões ocorridas em partidas anteriores, o que torna o desgaste disciplinar um elemento recorrente no entorno do treinador.
Do ponto de vista do Palmeiras, a multa tem impacto financeiro limitado diante da folha e do calendário, mas o acúmulo de incidentes com o comando técnico tem custo prático: repetidas sanções ou suspensão futura poderiam privar a equipe de seu treinador em mata-matas decisivos. A decisão da Conmebol garante presença de Abel no próximo jogo, mas mantém a necessidade de controle e de redução de episódios que expõem o clube a riscos disciplinares.