O Atlético-GO bateu o Goiás por 1 a 0 na Serrinha em partida marcada por gramado encharcado e protestos da torcida esmeraldina — e terminou com um episódio interno do lado rubro-negro. O goleiro Paulo Vítor foi visto gritando na direção do camarote da diretoria, gesto que virou tema após o apito final.

O presidente Adson Batista procurou reduzir a dimensão do atrito, dizendo que o jogador tem intensidade e que a cobrança interna é parte da rotina do clube. Segundo ele, houve conversa olho a olho com parte da defesa e haverá apuração caso os gritos tenham sido dirigidos à direção, mas o mandatário deixou claro que exige respeito dentro do vestiário.

Além do episódio, Adson destacou o desempenho: primeiro tempo superior, chance de ampliar o placar e recuo excessivo na etapa final. Com os três pontos, o Atlético-GO voltou ao G-6 e ocupa a quinta colocação, mas o presidente pegou leve com a euforia e reforçou que a equipe precisa se consolidar jogo a jogo.

No campo de reforços, Adson descartou expectativa de estreia imediata do meia David Terans: o uruguaio terá de conquistar espaço e não terá garantia de titularidade. O episódio com Paulo Vítor expõe a temperatura interna do elenco, ainda que o dirigente tente equilibrar disciplina e discurso de unidade para manter o foco nas próximas rodadas.