A seleção da África do Sul não conseguiu embarcar neste domingo rumo à base em Pachuca para a Copa do Mundo: o voo fretado que sairia de Joanesburgo foi cancelado porque parte da delegação não recebeu os vistos necessários. A situação obrigou a Associação Sul-Africana de Futebol (SAFA) a convocar uma reunião de emergência e manteve o elenco treinando em Soweto até a definição de uma nova data de viagem.
O episódio expôs uma falha organizacional às vésperas da estreia, e provocou reação pública do ministro dos Esportes, Gayton McKenzie, que cobrou responsabilização e um relatório sobre o ocorrido. A informação original da Reuters aponta que a falta de autorizações documentais afetou efetivamente a saída do grupo, em um momento em que cada dia de preparação tem peso esportivo e simbólico.
Do ponto de vista técnico e logístico, o atraso complica o cronograma de treinos, transporte e acomodação da equipe, além de reduzir o tempo de adaptação ao calendário e às condições de jogo — o primeiro confronto será no dia 11 de junho, às 16h (horário de Brasília), no Estádio Azteca, contra o México. Os compromissos seguintes estão marcados para 18 de junho, em Atlanta, diante da República Tcheca, e 24 de junho, em Monterrey, contra a Coreia do Sul.
Além do impacto imediato na preparação, o incidente acende questionamentos sobre a capacidade de gestão da SAFA em organização de delegações em competições de alto nível. A reunião emergencial prometida pela federação deve esclarecer prazos e responsabilidades; até lá, resta à equipe técnica do treinador Hugo Broos ajustar preparação e mitigar prejuízos em um calendário apertado.