A África do Sul chega às oitavas da Copa do Mundo com uma combinação rara de festa e ambição. Depois de garantir pela primeira vez na história a passagem à fase eliminatória, a equipe comandada por Hugo Broos encara o Canadá neste domingo, às 16h (de Brasília), no Estádio de Los Angeles. O técnico e os jogadores repetem que a classificação é um marco, mas avisam que a meta é avançar e não apenas comemorar o feito.
Broos, de 74 anos e possivelmente em sua última Copa, deixa claro o peso pessoal e coletivo do jogo. Ele valoriza a conquista da fase de grupos, mas insiste que o time não pretende adotar postura passiva. 'Quando se chega lá, a gente quer mais', afirmou o treinador em coletiva, reforçando que a equipe preparou um plano para explorar pontos fracos do adversário e minimizar suas virtudes.
Do ponto de vista esportivo, a África do Sul teve trajetória irregular: derrota na estreia para o México, empate com a República Tcheca e vitória sobre a Coreia do Sul que garantiu a vaga. Broos ressaltou a mudança de contexto do mata-mata — erro equivale a eliminação — e pediu foco total na execução tática. O zagueiro Ime Okon destacou a coesão do grupo como diferencial: 'Queremos ir o mais longe possível', disse, sintetizando a mentalidade da equipe.
Além do resultado imediato, o confronto tem impacto simbólico e prático: a vitória colocaria a África do Sul contra o vencedor de Holanda e Marrocos nas próximas fases, prolongando uma campanha que já reescreveu páginas do futebol sul-africano. Para Broos, para os jogadores e para a torcida, o duelo é chance de transformar um momento histórico em prova de consistência e ambição real.