A África do Sul disputa neste domingo, às 16h (de Brasília), contra o Canadá o primeiro jogo de mata-mata da sua história em Copas. O avanço marca o ponto alto de um ciclo de reconstrução liderado pelo técnico belga Hugo Broos, que transformou dúvidas em resultados e colocou os Bafana Bafana numa posição inédita no torneio.

O caminho até aqui teve percalços e consistência: derrota por 2 a 0 para o México na estreia, empate por 1 a 1 com a República Tcheca e a vitória decisiva por 1 a 0 sobre a Coreia do Sul, resultado que confirmou a vaga na segunda fase. É o melhor desempenho da seleção sul-africana em Mundiais, superando as eliminações anteriores na fase de grupos.

Broos, de 74 anos, iniciou o projeto em maio de 2021 e montou um time com foco no futebol local e na renovação. Dos 26 convocados, 19 jogam na liga sul-africana; nomes como Thalente Mbatha, Oswin Appollis e Evidence Makgopa simbolizam essa aposta. Clubes como Mamelodi Sundowns e Orlando Pirates forneceram a base do elenco, com oito jogadores cada, reflexo de investimentos recentes na profissionalização do campeonato.

O momento tem caráter simbólico e prático: além do prêmio esportivo imediato, a classificação valida uma estratégia que privilegia talentos nacionais e formação. A partida contra o Canadá será prova de fogo para a manutenção do nível e da coesão montados por Broos — e também uma vitrine para o futebol sul-africano, que agora precisa transformar este impulso histórico em resultado concreto no mata-mata.