O Al-Ahli conquistou neste sábado o bicampeonato da Liga dos Campeões da Ásia ao derrotar o Machida Zelvia por 1 a 0, com gol de Al-Buraikan aos seis minutos da prorrogação. Após 90 minutos sem gols, a equipe saudita contou com a definição no tempo extra para sacramentar o título.
A vitória teve preço alto: o clube de Jidá jogou mais de 50 minutos com um jogador a menos após a expulsão de Hawsawi aos 23 minutos do segundo tempo. No fim da prorrogação, Abdulrahman também recebeu cartão vermelho e o Al-Ahli terminou a partida com nove atletas em campo, o que torna a conquista ainda mais resistente do ponto de vista tático e físico.
O troféu confirma a força recente do futebol saudita no continente — Al-Hilal tem quatro títulos e Al-Ittihad dois — e dá ao Al-Ahli vagas diretas na Copa Intercontinental de 2026 e na próxima Copa do Mundo de Clubes, prevista para 2029. Para o clube, é a sequência de um projeto que se traduz em resultados imediatos e em projeção internacional.
Os brasileiros Ibañez, Matheus Gonçalves, Galeno e Ricardo Mathias foram personagens da campanha. Ibañez, aliás, reforçou sua ambição internacional ao afirmar que o técnico Carlo Ancelotti pode contar com ele como lateral na Copa do Mundo, comentário que reforça a visibilidade do jogador e o diálogo entre clubes sauditas e seleções nacionais.
Além do brilho individual, a final expôs a capacidade do Al-Ahli de suportar adversidades com organização defensiva e leitura de jogo no momento decisivo. O título fortalece o projeto do clube e amplia o protagonismo da Arábia Saudita em competições interclubes asiáticas.