A Alemanha foi eliminada pelo Paraguai nos pênaltis após empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação. A disputa terminou 4 a 3 a favor dos sul-americanos, que aproveitaram a performance decisiva do goleiro Gill e encerraram a invencibilidade alemã em cobranças alternadas na história das Copas — eram quatro vitórias em quatro decisões anteriores.

Na série, Havertz e Woltemade tiveram suas cobranças defendidas por Gill; Kimmich, Musiala e Amiri converteram para os alemães, mas Tah isolou a última cobrança definitiva. Pelo Paraguai, Maurício abriu, Gustavo Gómez e Galarza converteram, Sanabria desperdiçou e Balbuena viu a tentativa ser defendida por Neuer antes de Canale deslocar o goleiro e selar a classificação.

O resultado contrasta com os números da partida: a Alemanha finalizou 20 vezes, sendo sete no alvo, teve um gol de Tah anulado pelo VAR no início da prorrogação e dominou a produção ofensiva, mas não conseguiu transformar volume em vantagem. A eliminação expõe não só dificuldade na definição sob pressão como também fragilidade na decisão por pênaltis, que vinha sendo ponto forte do histórico alemão em Mundiais.

O Paraguai, que agora mantêm invencibilidade em disputas por pênalti em Copas (a outra vitória foi sobre o Japão em 2010), avança às oitavas e pode enfrentar a França na próxima fase. Para a Alemanha, a queda prematura impõe uma revisão de estratégia e de cobranças sob alta pressão, em torneio que exige eficiência na hora de decidir.