A Alemanha voltou a anotar uma vitória elástica na Copa do Mundo e, com o 7 a 1 sobre Curaçao, atingiu a marca de 239 gols somados em todas as edições do Mundial — um a mais que o Brasil. O placar repetiu o histórico 7 a 1 de 2014 e reforçou a presença alemã nas listas de maiores goleadas do torneio.

O resultado assume caráter simbólico: a seleção — descrita no material-base como dirigida por Ancelotti — vinha de estreia discreta, com apenas um gol contra o Marrocos, e usou a segunda partida para ampliar seu aproveitamento ofensivo. Ao longo da história, os alemães terminaram quatro edições como o ataque mais produtivo (1990, 2006, 2010 e 2014), igualando o protagonismo de outrora.

Do lado brasileiro, a perda da liderança nas estatísticas totais não muda o legado nem a competitividade da seleção, mas serve como lembrete de que recordes históricos são fluidos. O Brasil também aparece quatro vezes como a equipe com melhor ataque em edições passadas (1950, 1962, 1970 e 2002), e segue próximo no acumulado, com margem de um gol.

Tais marcas alimentam a narrativa do torneio e fornecem métricas para avaliar desempenho e projeções. Ainda restam jogos e oportunidades para que ambos times aumentem seus totais: a estatística é um retrato momentâneo, útil para comparar históricos e medir consistência ofensiva ao longo de décadas, mas não uma sentença definitiva sobre o rumo da competição em 2026.