Álex Baena tem diante de si a oportunidade de um feito raro no futebol espanhol: juntar, em sequência, títulos da Eurocopa, a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos e a taça da Copa do Mundo. A final contra a Argentina, em Nova Jersey, decide não só o campeão do torneio, mas também o lugar de Baena na história do país.
A evolução do atacante no Mundial chamou atenção. Depois de começar como reserva, ele ganhou espaço com Luis de la Fuente, participou com um gol — na vitória sobre o Uruguai —, deu uma assistência e chegou a ser escolhido o melhor em campo em uma das partidas. A escalada confirma a leitura técnica de quem apostou em sua entrada na equipe.
O retrospecto recente ajuda a entender a dimensão do momento: em 2024, Baena integrou a seleção campeã da Eurocopa e também foi peça importante no time que conquistou o ouro em Paris, marcando de falta na decisão contra a França. Esses resultados reforçam seu currículo e justificam a posição de destaque no elenco atual.
Além do prestígio esportivo, o possível título mundial tem consequências práticas: amplia a projeção do jogador, tende a valorizar sua presença no Atlético de Madrid e legitima a aposta da comissão técnica espanhola em renovar o ataque. Para a seleção, um triunfo confirmaria a continuidade de um ciclo competitivo entre as melhores equipes do planeta.
No domingo, a partida terá caráter decisivo para a carreira de Baena e para o legado da geração que vinha sendo construída pela Espanha. Independentemente do resultado, a ascensão do jovem atacante durante o torneio é um sinal claro de que ele se transforma, do banco ao protagonismo, em peça relevante para o futuro.