Alex Santos, natural de Maringá e ex-jogador que vestiu a camisa do Japão nas Copas de 2002 e 2006, faz um alerta pragmático antes do duelo decisivo entre Brasil e Japão: a equipe asiática não é mais a mesma. Aos 48 anos, ele lembra a experiência de enfrentar a Seleção em Mundiais e avalia, com base na carreira internacional, como mudou o perfil do adversário.

Na avaliação de Santos, a maior diferença atual está na organização coletiva e na rotina de jogo: boa parte dos convocados atua no exterior — ele cita clubes de alto nível — e isso se traduz em leitura tática e maior coesão. O resultado do amistoso de outubro, quando o Japão venceu por 3 a 2, é para ele um indicador de que a seleção japonesa pode tirar proveito de qualquer folga brasileira.

Santos recorda também o confronto de 2006, quando deu assistência no gol de Keiji Tamada e viveu a mistura de euforia e virada sofrida naquele 4 a 1. A convivência com Zico, que o reposicionou de ponta para lateral com liberdade ofensiva, é parte da sua formação tática e reforça a visão de quem já mediu forças com estrelas do futebol brasileiro.

O recado para o Brasil é claro na prática: o favoritismo existe, mas não garante resultado automático. A presença de atletas rodados na Europa e a disciplina coletiva do Japão fazem do confronto um teste real para a Seleção — exige atenção, leitura de jogo e controle de variáveis que, no passado, pesavam menos contra rivais asiáticos.