Alex Telles virou uma referência ofensiva do Botafogo em 2026. Capitão e entre os três artilheiros do clube no ano, o lateral já soma sete gols e tem apresentado variedade nas maneiras de balançar as redes — de cobranças de falta e pênaltis a cabeceios e chutes de fora. As faltas convertidas em clássicos contra Fluminense e Vasco realçaram esse repertório.

O jogador atribui a evolução às repetições de infância: treinos com o pai desde os nove anos e a rotina de cobrança no Juventude, onde passou a assumir as bolas paradas aos 18, teriam dado a base técnica e a confiança para transformar a bola parada em diferencial.

A temporada atual se distancia das características de 2025, quando seus gols foram majoritariamente de pênalti. Em 2019/20, Telles chegou a fazer 13 gols pelo Porto; agora, perto dos 34 anos, ele busca reinventar a maneira de contribuir ofensivamente, trabalhando arremates de fora da área e posições menos convencionais para um lateral.

A chegada de Tite ao comando do clube também é apontada por Telles como um fator de fortalecimento: mais atenção tática e cuidado com o comportamento diário dos atletas, segundo o capitão. Para o Botafogo, a capacidade do lateral em criar gols de bola parada amplia o leque ofensivo e representa recurso importante na reta final da temporada.