A véspera do confronto com a Alemanha serviu para Gustavo Alfaro explicar por que o meia Maurício, do Palmeiras, segue fora da formação inicial do Paraguai. Em coletiva, o técnico também respondeu às críticas públicas do ex-goleiro José Luis Chilavert.

Maurício foi acionado como substituto na primeira e na terceira partidas da seleção, mas não entrou na segunda rodada. Alfaro afirmou que Ramon Sosa ocupa a vaga como titular e reconheceu o talento do jogador, mas disse que ainda não há garantia de rendimento consistente ao longo dos 90 minutos.

O treinador justificou a opção com leitura tática do adversário: diante da Alemanha, que tem atacantes de grande estatura, preferiu montar uma estrutura capaz de suportar o confronto físico. Nesse contexto, afirmou que a presença de Maurício em papel criativo poderia ficar comprometida por exigências defensivas.

Sobre Chilavert, que criticou a preparação e o goleiro Orlando Gill após a derrota para os Estados Unidos e voltou a atacar a condução do time, Alfaro reprovou o tom agressivo e convidou as lideranças a colaborar. O técnico lembrou ainda um encontro antigo em que o ex-goleiro lhe sugerira como opção para a seleção, em tom que misturou ironia e convite ao diálogo.

A escolha de Alfaro deixa clara a prioridade por contenção física no confronto e acende um debate técnico: ao priorizar solidez defensiva, o Paraguai pode perder variantes ofensivas e aumentar a responsabilidade do meio-campo para transformar posse em chances reais.