Aos 48 minutos do primeiro tempo, o meia Miguel Almirón foi expulso no jogo entre Paraguai e Turquia após tapar a boca durante uma discussão com um adversário. Na entrevista coletiva, o técnico Gustavo Alfaro voltou a ser questionado sobre o lance e procurou encerrar o assunto, negando intenção de transformar o episódio em disputa midiática e criticando comparações fáceis com outras situações.
A Fifa aplicou a punição mínima prevista pelo regulamento para esse tipo de infração: um jogo de suspensão. Com isso, Almirón está fora do confronto decisivo contra a Austrália pela terceira rodada do Grupo D. Caso o Paraguai avance, o meia voltará a ficar à disposição para a fase seguinte. No momento, a seleção paraguaia é terceira colocada com três pontos; os Estados Unidos já estão classificados.
A nova rigidez em lances em que jogadores tampam a boca foi adotada após episódios anteriores em competições europeias, envolvendo acusações graves e sanções à margem das partidas. A medida busca coibir posturas ambíguas em discussões em campo — e tem gerado divergências sobre consistência nas interpretações dos árbitros em momentos decisivos.
Do ponto de vista tático, a ausência de Almirón obriga Alfaro a ajustar o meio-campo numa partida que vale a continuidade na Copa. O treinador tenta deslocar o foco para o desempenho e a estratégia da equipe, mas a suspensão imposta pelo cartão direto aumenta a pressão num jogo direto pela vaga e levanta questionamentos sobre a aplicação uniforme das regras em competições internacionais.