Bélgica e Irã ficaram no 0 a 0 em partida pelo Grupo G, mas o resultado ficou em segundo plano diante da atuação do goleiro iraniano Alireza Beiranvand. Aos 33 anos, o camisa 1 sofreu uma joelhada de Romelu Lukaku nos minutos iniciais — lance que resultou em cartão amarelo ao atacante — e logo depois passou a ser o nome do jogo ao colecionar defesas difíceis.

Beiranvand fechou o ângulo em seis intervenções ao longo do duelo, com destaque para uma defesa espetacular na segunda etapa em finalização de De Cuyper após assistência de Kevin De Bruyne. Ainda depois dos 40 minutos, buscou outra conclusão perigosa do mesmo jogador. Do outro lado, Thibaut Courtois também foi decisivo para a Bélgica, que terminou com 21 finalizações, mas sem eficiência no último terço.

O empate deixa ambas as equipes com dois pontos e mantém o Grupo G em aberto, à espera do confronto entre Nova Zelândia e Egito. Na rodada final, o Irã enfrenta o Egito em Seattle e a Bélgica pega a Nova Zelândia em Vancouver — jogos que agora exigem maior precisão ofensiva dos belgas e manutenção da solidez iraniana.

A trajetória de Beiranvand dá contexto ao desempenho: revelado no Naft Tehran, passou pelo Persepolis antes de breves experiências no Royal Antwerp e no Boavista, e atualmente joga pelo Tractor Club, no Irã. Com 89 jogos pela seleção e presença em três Mundiais (2018, 2022 e 2026), o goleiro voltou a provar que pode decidir jogos, mas a dependência da seleção iraniana em suas defesas também evidencia um risco: sem transformar chances em gols, a equipe sobrevive pela retaguarda.