A dois dias da estreia contra o Marrocos, Alisson pediu urgência na correção da proteção defensiva da Seleção. O goleiro destacou que a equipe sofreu gols nos quatro amistosos de 2026 e vê nisso uma vantagem temporária: expor falhas antes do Mundial permite ajustar mecanismos coletivos que precisam ser sólidos num torneio de caráter eliminatório.
Sem drama, o camisa 1 relativizou as críticas que cercaram o ciclo, dizendo ser o primeiro a se cobrar e reafirmando confiança no grupo. Alisson também celebrou a marca pessoal: chegará à sua terceira participação em Copas do Mundo, colocando-se ao lado de nomes como Taffarel e Gylmar, referência para sua carreira.
O goleiro elogiou a influência de Carlo Ancelotti no vestiário: segundo ele, a chegada do técnico trouxe foco e tranquilidade, condição que considera essencial para transformar treinamento em desempenho. Sobre a convocação de Weverton, Alisson afirmou que a escolha reflete mérito individual, e destacou que sua condição física está em plenas condições para a competição.
Na avaliação jornalística, a sequência de gols sofridos leva um recado claro à comissão técnica: há pouco tempo para ajustes táticos e de entrosamento, e no formato curto da Copa qualquer deslize custa caro. A Seleção parte para o torneio com talento, mas precisa traduzir isso em coerência defensiva desde a estreia.