No Maracanã, o Brasil venceu o Panamá por 6 a 2, mas a noite teve um momento incômodo para Alisson: aos 13 minutos do primeiro tempo o Panamá cobrou falta e a bola desviou em Matheus Cunha, enganando o goleiro e produzindo vaias da torcida. O camisa 1 ficou 45 minutos em campo e foi substituído no intervalo.

Após a partida, Alisson tratou as vaias com bom humor e relativizou a reação da arquibancada, afirmando que a culpa costuma recair sobre o goleiro mesmo quando o lance não decorre de uma falha direta. Para ele, foi um episódio de azar e um ponto a ser trabalhado pelo grupo antes da Copa.

Em termos de desempenho, o goleiro registrou 12 passes (10 completados), três defesas rotineiras e uma intervenção considerada difícil, em finalização de Cecilio Waterman nos acréscimos da primeira etapa. Carlo Ancelotti aproveitou o amistoso para fazer rodízio: 10 mudanças no intervalo, com Léo Pereira sendo o único remanescente e Weverton sem atuar.

Os minutos em campo têm peso extra pelo contexto: Alisson cumpriu dois meses de recuperação de uma lesão muscular na posterior da coxa direita. Sua última partida antes da lesão havia sido em 18 de março, pela Liga dos Campeões; reapareceu pelo Liverpool em 24 de maio contra o Brentford. Ele garante estar fisicamente bem e prioriza chegar 100% à competição.

A Seleção ainda fará o último amistoso, contra o Egito, no dia 6 de junho, antes da estreia no Mundial diante do Marrocos em 13 de junho. As vaias evidenciam a exigência da torcida e reforçam a necessidade de minutos e confiança para o setor defensivo nas semanas finais de preparação.