Neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, Alisson entra em campo com um marco à sua espera: ao ser titular contra Marrocos, tornará-se apenas o terceiro goleiro da história a iniciar três Copas como número 1, igualando Gylmar e Taffarel. O dado tem peso simbólico: trata-se de um reconhecimento de longevidade e consistência em um posto exposto como poucos.

O goleiro do Liverpool descreveu a situação como uma honra e lembrou que, quando criança, estar na seleção era um sonho distante. Ao mesmo tempo, deixou claro que o objetivo pessoal está subordinado ao coletivo: quer entrar no grupo dos campeões com os demais 25 convocados. A declaração mistura orgulho e ambição, ingrediente necessário para quem vive a pressão do posto.

A ligação com Taffarel é destacada em sua fala: além de referência, o ex-goleiro hoje integra a comissão técnica e foi parceiro de clube com Alisson. O arqueiro recordou momentos pessoais que ajudam a entender a dimensão do ídolo, e avaliou Taffarel como mentor importante para a geração que o sucedeu. Essa proximidade fortalece a narrativa de continuidade entre modelos de trabalho.

Sobre Carlo Ancelotti, Alisson elogiou a capacidade do técnico de montar um ambiente de trabalho sereno e focado, apontando inteligência na gestão de palavras e presença transformadora desde a chegada. Quanto às críticas sofridas em ciclos anteriores, afirmou que elas são naturais para quem veste a camisa pentacampeã e disse preferir a autocrítica como motor de evolução. Para o time, o desafio agora é traduzir esse legado e clima renovado em resultados dentro de campo.