Alphonso Davies, principal jogador do Canadá, não entrou em campo na derrota por 3 a 0 para o Marrocos que eliminou a seleção das oitavas da Copa do Mundo. O lateral do Bayern de Munique explicou na zona mista que a decisão partiu dele: sentiu um incômodo na coxa e preferiu não forçar, abrindo espaço para atletas com condições plenas.
Segundo o jogador e a comissão técnica, Davies chegou a aquecer antes do jogo e testou a condição com tiros no intervalo, mas o desconforto persistiu. O técnico Jesse March detalhou que, apesar de uma ressonância magnética sem lesão estrutural, a dor na parte posterior da coxa motivou a opção pela cautela. A escolha evitou um risco maior, mas deixou o Canadá sem sua referência ofensiva pelo flanco esquerdo.
O jogador de 25 anos teve participação limitada no torneio: entrou por apenas 15 minutos na vitória contra a África do Sul e passou parte da fase de grupos no banco enquanto tentava recuperar problemas musculares. Nos últimos meses Davies enfrentou sequência de lesões, incluindo ruptura do ligamento cruzado anterior, e voltou com entradas esporádicas pela seleção desde março de 2025.
Do ponto de vista esportivo, a preservação do atleta é justificável diante do histórico, mas a ausência foi decisiva em campo: a seleção pagou o preço de não ter velocidade e profundidade pelo lado esquerdo. Para o Canadá, que assinou a melhor campanha de sua história em Mundiais, resta o reconhecimento do avanço e a preocupação sobre como gerir a condição física do seu principal nome nas próximas convocações e temporadas de clube.