Kimi Antonelli confirmou a vitória no fim de semana de Mônaco, mas a atenção ficou voltada para a confusão no fim da prova: Pierre Gasly, que cruzou a pista como terceiro, terminou fora do pódio após receber uma penalidade.

Os comissários aplicaram 5s a Gasly por suposto excesso de velocidade no pit lane. Com a penalização somada ao tempo final, o francês caiu para a quarta posição. Visivelmente contrariado, o piloto reclamou da decisão, afirmando sentir-se injustiçado após uma corrida em que, segundo ele, tudo havia sido feito corretamente.

Em apoio ao piloto, a Alpine formalizou um Direito de Revisão à FIA na tentativa de anular a sanção. A troca de posições beneficiou Isack Hadjar, da Red Bull, que assumiu a última vaga do pódio. Hadjar, por sua vez, chegou a ser investigado por intervenções de mecânicos durante a bandeira vermelha — apontadas pelo delegado técnico Manuel Leal como possíveis violações ao artigo B5.14.4.a —, mas foi liberado após a análise, já que a equipe não prosseguiu com substituições que configurariam infração. Ele também foi absolvido da acusação relativa à distância do safety car.

A solicitação da Alpine coloca a decisão sob escrutínio e mantém a indefinição sobre a classificação final do GP de Mônaco até a posição da FIA. No curto prazo, a disputa expõe a sensibilidade das punições em provas de pista curta e o impacto imediato que uma penalização administrativa tem sobre resultados, pontos e moral da equipe.