Ana Cristina foi decisiva na vitória do Brasil por 3 sets a 1 sobre o Japão, em Macau, e com 30 pontos conduziu a seleção feminina à semifinal da Liga das Nações. O resultado mantém a equipe viva na briga pelo título e eleva a confiança antes do confronto eliminatório com a Itália, marcado para sábado.
A adversária é a atual campeã olímpica, mundial e da própria VNL, um time de altíssimo nível técnico e físico. O Brasil já provou que pode encarar as italianas — venceu por 3 a 2 na fase inicial, em Brasília, interrompendo uma invencibilidade de 39 jogos das europeias —, mas o duelo em Macau terá novo cenário e maior pressão.
O elenco brasileiro estará desfalcado: a central Júlia Kudiess não viajou após romper o ligamento cruzado anterior, e Gabi segue fora por desconforto lombar. Substitutas como Luzia responderam bem e Júlia Bergmann (24 pontos) manteve o peso ofensivo. A transição coletiva e a capacidade de as reservas elevarem o nível são agora um fator determinante.
Tecnicamente, o time precisa neutralizar o potente ataque italiano com paciência tática e boa cobertura defensiva, além de manter eficiência nas bolas de contra-ataque. A partida vale mais que uma vaga na final: será um termômetro da evolução do Brasil sem peças-chave e do seu real potencial contra as favoritas.