Em coletiva antes das oitavas contra a Noruega, Carlo Ancelotti disse ter dado notas a cada jogo do Brasil e avaliou que a equipe está em evolução, sobretudo no trato com a bola. Segundo o treinador, os erros de passe diminuíram e o ataque tem sido mais eficaz, o que ele quer transformar numa média geral superior nas fases decisivas.
A ausência de Lucas Paquetá abre um problema de perfil: Ancelotti reconheceu que não há no elenco alguém exatamente com as mesmas características do meia. Ele citou Danilo e Gabriel Martinelli entre as opções, mas não revelou quem começará. O critério, explicou, será a capacidade de recomposição pela esquerda e a ocupação da faixa entre o centro e a esquerda quando a equipe tiver a bola.
Sobre o elenco, o técnico valorizou a diversidade de perfis no banco e a experiência de jogadores que souberam lidar com momentos de pressão — citando a virada sobre o Japão com gol de Martinelli como exemplo. Raphinha, ainda abaixo do 100%, participou de treinos e pode ser relacionado como opção para minutos finais, caso a situação exija.
Ancelotti também comentou provocações externas e garantiu que seu foco é tático: disse tratar as investidas do adversário como descontração e afirmou que prepara variações, inclusive para lidar com jogadores de referência como Haaland. No fim, a escolha para o miolo criativo e a capacidade de recompor pelo lado esquerdo serão determinantes para o próximo passo do Brasil no mata-mata.