Carlo Ancelotti avaliou com otimismo a vitória do Brasil por 2 a 1 sobre o Egito, em Cleveland, no amistoso que fechou a preparação antes da estreia na Copa do Mundo. O técnico ressaltou que a partida trouxe “mais certezas do que dúvidas” e afirmou já ter definido o provável time titular para o jogo contra Marrocos, marcado para o dia 13. No campo, Bruno Guimarães abriu o placar, Marquinhos cometeu falha que permitiu o empate e Endrick marcou o gol da vitória após o intervalo.

O treinador elogiou a combinação no ataque entre Vinicius e Raphinha, apontando boa entrosamento e criação de chances, e destacou também a presença física e o posicionamento de Endrick na área. Matheus Cunha foi citado como peça importante na construção, ainda que com características diferentes de finalização. Ancelotti considerou satisfatória a primeira hora de jogo, com pressão alta e intensidade que trouxeram controle ofensivo e defensivo.

Ao mesmo tempo, a análise do técnico não foi isenta de críticas: nos últimos 30 minutos, segundo ele, faltou controle e o time exagerou em lançamentos em profundidade quando já estava em vantagem. A dificuldade para achar espaços no segundo tempo também foi atribuída à adaptação tática do adversário, que passou a defender com linha de quatro ou cinco. Ancelotti elencou a profundidade do banco como trunfo — e citou a utilidade das cinco substituições permitidas —, mas reconheceu que nem todos os jogadores testados entraram em campo.

A preocupação mais prática para a comissão técnica ficou por conta da lesão de Wesley, que deixou o gramado ainda no primeiro tempo muito emocionado; exames detalharão a gravidade do problema muscular. O treinador disse que espera um diagnóstico, mostrou otimismo sobre uma possível recuperação, mas admitiu ter alternativas caso seja necessário substituir o jogador na lista. Em resumo: o triunfo dá direção e fortalece opções ofensivas, mas demandas físicas e correções táticas viram prioridade até a estreia.