A goleada por 6 a 2 sobre o Panamá, no Maracanã, trouxe alívio e uma “injeção” de confiança para a Seleção, segundo Carlo Ancelotti. Ainda assim, o técnico italiano deixou claro que a vitória não apagou dúvidas sobre a equipe: a avaliação do desempenho abriu espaço para ajustes e possível mudança de peças já nas próximas semanas.

Ancelotti ponderou que a segunda etapa mostrou jogadores com qualidade para competir por vaga, mas também reconheceu que o rival reduziu o ritmo, o que influencia a leitura do resultado. O treinador destacou pontos a melhorar no primeiro tempo e afirmou que o jogo aumentou suas interrogações sobre formação e estratégia — algo que, para ele, é positivo na medida em que gera opções.

A lista titular ainda não está fechada: nomes importantes seguem fora — entre eles Marquinhos, Magalhães e Martinelli — e o técnico reforçou que terá 13 dias de treino até a estreia na Copa. A delegação parte para os Estados Unidos, onde fará amistoso contra o Egito em Cleveland antes de enfrentar Marrocos no dia 13 de junho; o calendário intensifica a necessidade de decisões rápidas e seguras sobre condicionamento e entrosamento.

No plano tático, Ancelotti sinalizou mudanças de posicionamento — por exemplo, a ideia de que Vinícius cumpra função mais por dentro para dosar desgaste — e a importância de dar liberdade criativa a Raphinha, sem engessar suas movimentações. Também mencionou que Igor Thiago oferece um perfil de ataque que pode ser útil. Em síntese: a goleada trouxe otimismo, mas a combinação de ausências, condicionamento irregular e escolhas táticas mantém a definição do time em aberto e impõe pressão por soluções consistentes antes da estreia.