Carlo Ancelotti elogiou publicamente o desempenho de Gabriel Barbosa, mas manteve a opção por convocar apenas um jogador de cada clube brasileiro para os amistosos contra Japão e Singapura. Com esse critério, o técnico do Brasil escolheu o meio-campista Gabriel Bontempo como representante do Santos — Bontempo já havia sido chamado para a sequência de jogos contra Austrália e Índia — e deixou Gabigol fora da lista final.
O próprio atacante reagiu em entrevista ao quadro Abre Aspas, afirmando que considera ter rendimento suficiente para voltar à Seleção. Gabigol não veste a camisa principal do Brasil desde 2022; no currículo pela equipe A são 18 partidas e cinco gols, além da participação na seleção olímpica que conquistou ouro no Rio-2016. Na conversa, ele se colocou entre os atacantes avaliados e disse merecer a convocação com base na forma atual.
A decisão expõe o efeito prático de um critério restritivo: reduzir o espaço para jogadores de times marcados por desempenho coletivo forte, como o Santos, e priorizar uma distribuição que favorece diversidade de clubes na lista. Para Ancelotti, a escolha por Bontempo indica busca por perfil de meio‑campo para amistosos; para Gabigol, representa um freio temporário ao retorno, que dependerá de manutenção de sequência e de espaço nas listas ampliadas.
A entrevista completa com Gabigol será publicada na sexta-feira; até lá, a discussão sobre critério de convocação e capacidade de oferta de atacantes do futebol brasileiro segue no centro do debate. O episódio deixa claro que mais do que forma individual, a composição das listas tem impacto direto nas chances de retorno à Seleção.