Na coletiva em Townsville, Carlo Ancelotti considerou positiva a decisão dos clubes das Séries A e B de reduzir, de forma gradual, o número de estrangeiros relacionados por partida no Brasileirão. A proposta da CBF foi aprovada e prevê que o limite chegue a cinco atletas até 2030.
Atualmente o teto é de nove estrangeiros por jogo; a redução começará a ser implantada a partir da próxima temporada. Bahia e Flamengo foram os únicos a votar contra. Para o treinador, a principal consequência esperada é a ampliação dos minutos destinados a jogadores formados nas categorias de base.
Além do argumento esportivo, a mudança tem impacto direto nas estratégias de mercado dos clubes. Menos vagas para estrangeiros tende a reduzir a pressão por contratações internacionais de alto custo e a elevar o valor da formação interna, exigindo ajustes no planejamento financeiro e nas bases de recrutamento.
A presença de jovens em amistosos da seleção — citada pelo próprio Ancelotti enquanto a seleção faz jogos na Austrália — ganha relevância como vitrine. A implementação escalonada dá tempo para adaptação, mas a oposição de clubes importantes sinaliza que a transição trará custos práticos e debate sobre prioridades nas próximas janelas.