Carlo Ancelotti explicou publicamente o motivo de Vinicius Junior não ter assumido a cobrança do pênalti marcado no primeiro tempo da derrota por 2 a 1 para a Noruega, que eliminou o Brasil nas oitavas. Segundo o treinador, a ordem dos batedores foi definida com base em uma estatística de um ano, que colocou Neymar, Igor Thiago, Raphinha, Bruno Guimarães e Martinelli nessa sequência.

O auxiliar Davide Ancelotti confirmou que a decisão foi tomada antes do jogo, para evitar improvisos. Parte do problema prático, porém, é que os três jogadores citados com desempenho superior não estavam em campo no momento da marcação: Neymar começou no banco (entrou no segundo tempo e converteu um pênalti nos acréscimos), Igor Thiago foi opção técnica para ficar de fora, e Raphinha segue afastado por lesão muscular sofrida na fase de grupos.

Bruno Guimarães assumiu a cobrança, bateu a meia altura e viu o goleiro Nyland defender com tranquilidade. Na comparação de histórico recente, Vinicius Jr vinha com aproveitamento mais consistente no Real Madrid na temporada 2025/2026 (sete cobranças, cinco convertidas, dois erros) e já havia convertido por seleção em amistoso de 2023. Bruno também havia convertido as duas cobranças pelo Newcastle na última temporada, mas não era o cobrador oficial da Seleção.

O pênalti perdido foi determinante para a eliminação. A opção por uma ordem pré-estabelecida evita decisões de última hora, mas expôs uma contradição entre análise estatística e realidade tática do jogo: os melhores nomes do ranking não estavam disponíveis, e a responsabilidade recaiu sobre um cobrador sem a primazia na equipe. É um episódio que deve alimentar debate sobre critérios e gestão de responsabilidades em momentos decisivos.