Após quase três horas de atraso no voo causado por condições climáticas em Nova Jersey, Carlo Ancelotti evitou antecipar a escalação da seleção para o jogo contra a Escócia, nesta quarta-feira às 19h, no estádio Hard Rock, em Miami. O treinador confirmou Neymar entre os relacionados e trabalha com a pressão natural de manter o Brasil na liderança do Grupo C — a equipe soma quatro pontos, mesma pontuação de Marrocos, mas à frente no saldo de gols.
Com Raphinha fora por lesão, Ancelotti apontou Rayan como a opção para oferecer amplitude na linha ofensiva. O técnico lembrou que, quando entrou no lugar de Raphinha, o jogador teve atuação positiva e possui potencial para desempenhar a função de extremo aberto. Ao mesmo tempo, reforçou que não pretende mexer no esquema de jogo: a ideia é manter a estrutura já adotada e usar peças que se adaptem a essa proposta.
O treinador deixou claro que não vai poupar atletas mesmo com risco de suspensão: Douglas Santos e Casemiro, pendurados com cartão amarelo, seguem na sua avaliação para entrar em campo. Sobre Neymar, Ancelotti avaliou que o atacante está disponível e apto a atuar os 90 minutos, assim como citou Endrick e Matheus Cunha como opções ofensivas. A exigência do técnico é repetição do primeiro tempo contra o Haiti: intensidade com a bola, acertos nas jogadas e poucas perdas que possam custar caro.
Ancelotti também advertiu para o estilo da Escócia — equipe bem organizada, tradicionalmente forte no 4-4-2, que aposta em bolas longas e cruzamentos. O confronto é visto como prova mais dura que o jogo anterior e um teste para confirmar evolução. Uma atuação convincente em Miami pode consolidar confiança para a fase de mata-mata; falhas e perdas de bola, por outro lado, expõem a seleção a risco em um grupo ainda definido por margem curta.