Carlo Ancelotti manteve o mistério até o fim. Com Lucas Paquetá fora por lesão, o técnico testou Gabriel Martinelli e Danilo Santos nas atividades em Nova Jersey e chegou a colocar Igor Thiago em trabalho específico, deixando a definição da escalação para o último treino, no sábado ao meio‑dia (horário de Brasília).
Martinelli apareceu mais tempo no time titular na sexta, em formação parecida com o segundo tempo contra o Japão, e é visto internamente como favorito. No modelo com o camisa 22, o Arsenal tende a atuar por dentro, quase como um meia de ligação atrás de Matheus Cunha, sacrificando em parte a amplitude pelas pontas.
A alternativa com Danilo Santos preserva a estrutura de tripé no meio e foi a escolha testada por mais tempo na quinta. Com ele, a Seleção pode oscilar entre um 4-3-3 e um 4-4-2 com losango, opção que dá mais densidade e recomposição ao setor central, beneficiando o controle de jogo contra equipes fisicamente fortes.
Ancelotti também experimentou variações em que Cunha recua e assume papel de ligação, abrindo espaço para Vinícius e Rayan atuarem mais próximos à área. A decisão tem impacto direto na dinâmica ofensiva: Martinelli oferece mobilidade e aproximação; Danilo, maior equilíbrio e proteção defensiva.
Além do ajuste tático, a equipe monitora a possibilidade de mudança de horário pela FIFA por causa do calor. A escolha do treinador, adiada para a véspera, revela cautela diante de um adversário de perfil diferente e aponta para uma leitura pragmática: o Brasil ajusta a escalação ao oponente em vez de manter um modelo rígido.