Carlo Ancelotti voltou a treinar a Seleção com a formação que vem sendo testada ao longo da semana: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães; Lucas Paquetá, Matheus Cunha, Vini Júnior e Raphinha. Se confirmado, o time terá oito remanescentes da escalação que iniciou a Copa de 2022, um recorde de continuidade entre Mundiais.
Nos últimos trabalhos, o foco foi claro: bola parada e aprimoramento de finalizações. O técnico montou exercícios específicos com atacantes finalizando a partir da entrada da área e cobrou atenção nas jogadas ensaiadas, cenários que podem fazer diferença em jogos de alta tensão. Ancelotti elogiou o volume de jogo exibido contra o Egito, mas deixou claro o incômodo com a falta de eficiência ofensiva.
Houve testes de variação — Douglas Santos pela esquerda, Igor Thiago como opção a Cunha e Luiz Henrique sendo avaliado na direita —, mas o histórico recente (treinos com Leo Pereira e a presença de Ibañez em atividades) indica uma postura de cautela, não de mudança radical. A opção por uma base experiente privilegia coesão, mas também aumenta o risco de previsibilidade ofensiva se os atacantes não transformarem chances em gols.
A estreia é neste sábado, às 19h (horário de Brasília), contra o Marrocos, pela chave C — a mesma rodada terá Haiti e Escócia jogando às 21h, em Boston. Para Ancelotti e para a seleção, a partida vale mais do que três pontos: é teste de conversão das oportunidades e do ajuste final em bolas paradas que podem decidir jogos equilibrados.