Carlo Ancelotti repetiu a estrutura do time titular durante o treino coletivo em Brisbane e deu sinais claros de que prepara mudanças substanciais para o amistoso contra a Austrália. Segundo a comissão técnica, a formação usada foi o 4-3-3, com Raphinha atuando como referência no ataque — uma alteração que reconfigura movimento e ocupação de espaços ofensivos.

No exercício, a equipe-alvo saiu com Otávio; Vanderson; Jair; Gabriel Magalhães e Mauro Júnior; Danilo, Bruno Guimarães e Gabriel Bontempo; Rayan, Raphinha e Vini Júnior. O trabalho teve ênfase em pressão alta e transição rápida. A equipe reserva apareceu no 3-5-2, com Hugo; Vitor Reias; Marquinhos; Arthur Dias; Matheuzinho; Estevão; Andrey Santos; Douglas Luiz; Douglas Santos; Samuel Lino e Endrick. Martinelli, Bidon e Pedro foram poupados como parte do rodízio.

A opção por Raphinha central é um experimento tático que busca mais presença de área e outra referência para infiltrações de Vini Júnior e Rayan pelos flancos. A mudança também testa a capacidade do time de manter intensidade no pressionamento sem perder equilíbrio defensivo. A existência de um esquema alternativo, o 3-5-2, aponta para uma margem de manobra caso o 4-3-3 não renda o esperado.

O Brasil enfrenta a Austrália na terça-feira, às 7h (horário de Brasília), no Estádio de Brisbane; a delegação segue depois para Calcutá, onde encara a Índia no dia 3 de outubro. Mais do que acertos imediatos, o que se vê é uma combinação de testes e gestão de elenco — medidas pensadas tanto para resultado no curto prazo quanto para preservar grupo em uma sequência de viagens e jogos.