Após anunciar a lista de 26 jogadores que vão representar o Brasil na Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti pediu nesta segunda-feira que a torcida confie no grupo apresentado no Museu do Amanhã. O técnico italiano afirmou privilegiar características coletivas — foco, humildade e altruísmo — e admitiu que a seleção “pode não ser perfeita”, mas tem jogadores preparados para contribuir.

A presença de Neymar entre os convocados virou o principal tema da coletiva. Ancelotti deixou claro que o atacante foi chamado por poder acrescentar qualidades à equipe mesmo com pouco tempo em campo: “Escolhemos Neymar não porque pensamos que vai ser um bom reserva, e sim porque pode trazer suas qualidades para a equipe, mesmo que jogue um minuto.” Ao mesmo tempo, evitou dar qualquer garantia de titularidade: “Neymar jogará se merecer. Os treinos decidirão isso.”

O técnico lembrou que a escolha foi difícil — foram avaliados mais de 60 jogadores — e que a pressão só chegará com o primeiro jogo do Mundial, entre 11 de junho e 19 de julho, no Canadá, México e Estados Unidos. A renovação de Ancelotti com a CBF até 2030 também foi citada no anúncio, reforçando expectativa por um trabalho de longo prazo.

A convocação busca equilíbrio entre experiência e dinâmica coletiva, mas traz desafios claros: a gestão de expectativas sobre estrelas como Neymar e a necessidade de rápida entrosamento. A ordem de Ancelotti por confiança será testada na rotina dos treinos e, sobretudo, nos resultados que a seleção apresentar na preparação rumo à Copa.