Carlo Ancelotti, 66, caminha para estender seu vínculo com a seleção brasileira além do contrato inicial de um ano assinado em maio. Um ano após chegar ao país com histórico de sucesso em clubes europeus, o técnico diz que a renovação está “praticamente resolvida” e que gostaria de permanecer — um sinal de continuidade para a CBF e para a preparação rumo à Copa do Mundo.

O treinador, vindo de uma carreira vitoriosa em grandes clubes, destacou o potencial da nova geração brasileira e o nível dos jovens convocáveis. Ao mesmo tempo, reconheceu o custo pessoal de decidir quem fica fora: a ausência por lesão de nomes como Rodrygo, Estêvão e Éder Militão agrava o trabalho de seleção, enquanto a situação de Neymar segue como ponto de debate público antes do anúncio dos 26 nomes.

Ancelotti também ressaltou a diferença do trabalho de seleção em relação ao clube: menos sessões diárias, mais emoção e espaço para reflexão. Ele afirma sentir mais paz de espírito nessa função e não esconde que esse pode ser seu último trabalho, após décadas na rotina intensa dos grandes times europeus, como o Real Madrid.

Além das escolhas técnicas e do eventual acerto contratual até 2030, a continuidade de Ancelotti tem impacto prático: oferece estabilidade à comissão técnica e à construção de um projeto para além da Copa, mas mantém o desafio de conciliar expectativas nacionais, limitações por lesões e a pressão por resultados em um torneio onde o Brasil entra como favorito do Grupo C, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia.